domingo, 19 de junho de 2011

Batalha de Stalingrado.


Batalha de Stalingrado foi uma operação militar conduzida pelos alemães e seus aliados contra as forças russas pela posse da cidade de Stalingrado (atual Volgogrado), às margens do rio Volga, na antiga União Soviética, entre 17 de julho de 1942 e 2 de fevereiro de 1943, durante a Segunda Guerra Mundial. A batalha foi o ponto de virada na frente leste da guerra, marcando o limite da expansão alemã no território soviético e é considerada a maior e mais sangrenta batalha de toda a História, causando a morte e ferimentos em cerca de dois milhões de soldados e civis.

Marcada por sua extrema brutalidade e desrespeito às perdas militares e civis de ambos os lados, a ofensiva alemã sobre acidade de Stalingrado, a batalha dentro da cidade e a contra-ofensiva soviética que cercou e destruiu todo o 6º Exército alemão e outras forças do Eixo, foi a segunda derrota em larga escala da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial e a mais decisiva; a partir daí, a ofensiva passou totalmente para as mãos dos soviéticos até a vitória final contra o Terceiro Reich, em 8 de maio de 1945.
Antes que a Wehrmacht alcance a cidade propriamente dita, a Luftwaffe havia atacado no rio Volga, via vital para o movimento de suprimentos em direção à cidade, deixando-o praticamente inutilizável para a navegação de barcos soviéticos. Entre 25 e 31 de julho, 32 navios e balsas foram afundados no rio. A batalha começou sob pesado bombardeio da força aérea alemã a Stalingrado, com cerca de mil toneladas de bombas jogadas sobre a cidade e seus arredores,[3] transformando-a quase em destroços, apesar de algumas estruturas de fábricas ainda sobreviverem e continuarem sua produção de guerra em turnos de 24 horas.
Josef Stalin havia impedido os civis de deixarem o lugar, sob a premissa de que sua presença ali encorajaria ainda mais as forças soviéticas a defenderem-na, sendo postos a ajudar cavando trincheiras e fortificações defensivas em todo o perímetro urbano. Em 23 de agosto, um forte bombardeio aéreo causou um grande incêndio, matando milhares de civis e transformando Stalingrado numa paisagem de repleta de destroços e ruínas fumegantes. Noventa por cento do bairro de Voroshilovsky foi totalmente destruído.
A impotente força aérea soviética foi esmagada pela Luftwaffe, perdendo 201 aviões no período de uma semana no fim de agosto. Apesar de reforços aéreos trazidos, as perdas continuaram grandes durante o mês de setembro, fazendo com que a força aérea alemã tivesse o domínio completo dos céus sobre Stalingrado e regiões próximas, durante as primeiras semanas de combate.


                

Derrota do Eixo.

Apesar da evidente superioridade militar aliada, as tropas alemãs resistiram durante meses, até que, em Dezembro de 1944, Hitler ordenou uma contra-ofensiva na Bélgica, nas Ardenas. Os exércitos aliados, desgastados devido a problemas logísticos, sustiveram com grande dificuldade o avanço das tropas alemãs. Várias unidades aliadas foram cercadas pelo avanço alemão, privando estes soldados de receberem mantimentos e outros equipamentos, pelo que tiveram de sobreviver a um inverno rigoroso sem roupa adequada e com poucas munições. Eram frequentes as incursões de soldados alemães, disfarçados de soldados americanos, em áreas controladas pelos aliados para causar sérios transtornos, como mudança de caminhos de divisões inteiras, mudanças de placas, implantações de minas, emboscadas. Estes soldados alemães, os primeiros comandos, estavam sob o comando do Oberst (Coronel) Otto Skorzeny, que já libertara Mussolini, entretanto aprisionado em Itália. Finalmente, a ofensiva alemã acabou por fracassar, e o custo em termos militares acabou por fragilizar a posterior defesa do território alemão. Na Itália, foi tomada a abertura ao Reno, com participação de forças francesas, americanas e a Força Expedicionária Brasileira, fato que facilitou o avanço aliado pelo sul.

Este mapa mostra a batalha entre o Eixo e os Aliados, desde 1939 até 1945: Países de cor 
azul são os que aderiram aos aliados, de cor preta são os países que fazem parte do Eixo e os que foram dominados pelos alemães ou japoneses, os de vermelho são os territórios que pertencem à União Soviética.
Antes mesmo de findar a guerra, as grandes potências firmaram acordos sobre seu encerramento, além de definirem partilhas, inaugurando novos confrontos com potencial de desencadear uma hecatombe nuclear. O primeiro dos acordos foi a 
Conferência de Teerã, no Irã, em 1943.

Uma rua de Berlin destruída durante a Segunda Guerra Mundial.
Em Janeiro de 
1945, Winston Churchill, Franklin D. Roosevelt eJosef Stalin reúnem-se novamente em Ialta, Ucrânia, já sabendo da inevitabilidade da derrota alemã, para decidir sobre o futuro da Europa pós-guerra. Nesta conferência, fica decidido que todos os países libertados deveriam realizar eleições livres e democráticas - o que não se veio a verificar, nos países controlados pelo Exército Vermelho - e que a Alemanha teria de compensar os países que invadiu. Discutiu-se também a criação da Organização das Nações Unidas (ONU) em bases diferentes das da Liga das Nações. Definiu-se, ademais, a partilha mundial, deixando à União Soviética o predomínio sobre a Europa Oriental, incorporando os territórios alemães a leste e definindo a participação da URSS na rendição do Japão, com a divisão da Coréia em áreas de influência soviética e norte-americana. Assim, lançavam-se as bases para a Guerra Fria.
Entretanto, o avanço das tropas aliadas e soviéticas chegou ao território alemão. Previamente, havia já sido estabelecido o avanço dos dois exércitos, ficando a tomada de 
Berlim a cargo do Exército Vermelho. Esta decisão, tomada pelas esferas militares, foi encarada com apreensão pela população, pois era conhecido o rasto de pilhagens, execuções e violações (estupro), que os soldados soviéticos deixavam atrás de si, em grande parte como retaliação pela mortes causadas pelos soldados alemães na União Soviética (o país com o maior número de baixas civis e militares de toda a guerra, cerca de 20 milhões). A 30 de Abril de 1945, Adolf Hitlersuicidou-se, quando as tropas soviéticas estavam a exatamente dois quarteirões de seu bunker.
A 
7 de Maio, o seu sucessor, o almirante Dönitz, assinou a capitulação alemã. A 14 de Agosto de 1945, o general Tojo doJapão
 rendeu-se incondicionalmente.

Depoimentos:

Robert Lewis - (copiloto do Enola Gay):


O avião batizado de enola gay em homenagem a mãe do capitão tibbets (piloto), foi o avião a lançar a bomba apelidada de Little Boy (“garotinho”),teve força de 12.500 toneladas de tnt, foi detonada às 8:15m do dia 06 de agosto de 1945, a 576 metros acima do Hospital Cirúrgico de Shima, foram cerca de 186.940 mortos.

"Meu Deus, o que nós fizemos!", escreveu Lewis após o lançamento da bomba, às 08h15 do dia 6 de agosto.
"No minuto seguinte ninguém sabia o que esperar... O clarão foi intenso", conta o militar. A explosão aconteceu um minuto depois do lançamento.

"Quinze segundos depois do clarão, houve dois solavancos bem distintos que foram os únicos impactos físicos que nós sentimos."

O co-piloto do Enola Gay relata que só depois foi possível observar o resultado da missão. "Nove décimos da cidade estavam cobertos de fumaça."
"Eu tenho certeza de que toda a tripulação sentiu que essa experiência era mais do que qualquer ser humano podia imaginar possível. Ela simplesmente parece impossível de entender. Quantas pessoas nós matamos?"

"Se eu viver cem anos, nunca vou conseguir tirar esses poucos minutos da minha mente..."

O militar americano disse que a coluna de fumaça maciça ainda podia ser vista depois de uma hora e meia de vôo de volta à base.
 

Segundo a Christie's, esse é um registro único em primeira mão do lançamento da bomba.

O Japão se rendeu cinco dias depois do lançamento de uma segunda bomba atômica, desta vez em Nagasaki, no dia 9 de agosto de 1945.


Matsushige Yoshito - (único fotógrafo a registrar o cenário):



Às 08h15 do dia 6 de agosto de 1945 em Hiroshima, Yoshito Matsushige (1913-2005), fotógrafo do jornal local "Chugoku", estava em casa, a 2.700 metros do impacto da bomba. Naquele dia, tirou apenas cinco fotos com sua Mamiya 6. Na ponte Miyuki, os corpos machucados e as roupas rasgadas de um grupo de estudantes ainda vivos é uma das imagens mais conhecidas do ataque.
"Tive que esperar 20 minutos até ter forças para fotografá-los. Quando eu e outros fotógrafos chegamos ao epicentro, fomos incapazes de registrar qualquer imagem, tão dramático era tudo o que víamos. Hoje, eu me arrependo de não tê-lo feito", diz Matsushige.
Sobreviventes:

Takashi Morita: aos 87 anos e morando em São Paulo desde 1956, ele sobreviveu, em 6 de agosto de 1945, à bomba nuclear jogada sobre a cidade japonesa de Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial. A bomba explodiu a cerca de 1,3 km de onde Morita estava. Na época, ele era soldado da polícia japonesa e tinha 21 anos.
“Lembro-me como se fosse hoje. Eu estava caminhando nas ruas da cidade quando a bomba caiu. Primeiro foi um clarão, depois uma escuridão. Então começou uma chuva preta, e as pessoas que estavam queimadas abriam a boca para tomar aquela água contaminada. Eu via pessoas queimadas, dilaceradas”

Filme: "O Pianista"

TRAILER: 


a) de que assunto trata:


O filme fala sobre um pianista, Szpilman, que é judeu-polones e trabalha na radio de Varsóvia. Com a invasão alemã e o inicio da segunda guerra começaram as restrições impostas pelos nazistas aos judeus  poloneses, entre elas o seu confinamnto em uma área vigiada e cercada por muros, que deu origem ao gueto da Varsóvia.


b) como e quando começaram os problemas:


Com o inicio da segunda guerra, na qual a radio foi destruída, ele vê seu mundo começar a “acabar” diante de seus olhos. Os problemas começam exatamente ai.Em um momento a família de Szpilman, junto com outras, são colocadas para deportação até um campo de extermínio em Treblinka. Enquanto os judeus são forçados a entrar em vagões de trem, Szpilman é salvo no último segundo por um policial do gueto, que era seu amigo. Separado de sua família, ele consegue sobreviver.Ele é colocado em uma unidade de reconstrução alemã como um trabalhador escravo. Durante esse tempo, um outro trabalhador judeu confidencia a Szpilman duas informações críticas, uma que muitos judeus que estão vivos sabem que os alemães planejam matá-los, dois que um levante contra os alemães está sendo preparado. Szpilman se ofereçe para ajudar. Ele é colocado para contrabandear armas para dentro do gueto, quase sendo pego em um momento.Quando Szpilman encontra o capitão Wilm Hosenfeld enquanto tenta abrir uma lata de picles, em um dos prédios que ainda não haviam sido destruídos, e prova pra ele que é pianista, o capitão o deixa se esconder e regularmente lhe da comida, salvando então sua vida. Mas antes de ir embora, o capitão lhe seu casaco da Wehrmacht e vai embora. Mais tarde, esse casaco quase mata Szpilman quando tropas polonesas, o confundem com um oficial alemão. Ele consegue convencê-los que ele era polonês.


c) qual o desfecho:


 Um grupo de recém libertados prisioneiros de um campo de concentração passam por um grupo de prisioneiros alemães. Um machucado prisioneiro alemão, que era na verdade Hosenfeld, chama os ex-prisoneiros. Ele implora para um deles, um violinista conhecido de Szpilman, para contactá-lo para que possam libertá-lo. Szpilman, que voltou a tocar na Rádio de Varsóvia, vai ao local tarde de mais, todos os prisioneiros haviam sido removidos sem deixar rastros.Szpilman continuou a viver em Varsóvia até sua morte em 2000 e que Hosenfeld morreu em 1952 em um campo de prisioneiros, porém foi postumamente honrado por salvar a vida de Szpilman.                                   
             
    d) descreva os personagens:


- Szpilman
- Capitão Wilm Hosenfeld
- Dorota
- Jurek
- A mãe do pianista
- O pai do pianista
- Enryk
- Halina
- Regina
- Sr. Lipa
- Hansell
- Majorek
- Marido de Dorota


e) qual sua opinião sobre o filme visto:



Nós gostamos muito do filme o pianista. Apesar de não retratar a segunda guerra mundial no mundo todo, mostrou perfeitamente que foi uma guerra terrível, e em nossa opniao, a pior de todas. O filme retratou bem a perseguição do nazismo aos judeus, e mostrou que não havia piedade. E o principal: mostrou que muitas pessoas, inclusive crianças inocentes, sofreram e morreram, e isso so nos fez pensar: por que? Nos mostrou também cumplicidade e ajuda ao próximo (na parte, por exemplo, em que o policial amigo do pianista o salva do vagão que o levaria para o campo de extermínio junto com sua família) o que achamos muito bom. Só achamos triste que ele não ficou junto a família dele.     

                                                IMAGENS:





Tribunal de Nuremberg - Novembro de 1945

Julgamento de Nuremberg
(20 de novembro de 1945 - 01 de outubro de 1946)

Logo após a Segunda Guerra Mundial, um tribunal se reuniu em Nuremberg, na Alemanha, com o objetivo de julgar os crimes cometidos pelos nazistas durante a guerra. De 1945 a 1949, o Tribunal de Nuremberg julgou 199 homens, sendo 21 deles líderes nazistas. As acusações foram desde crimes contra o direito internacional até de terem provocado de forma deliberada a Segunda Guerra Mundial.
A criação desse tribunal se deu através de um acordo firmado entre os representantes da ex-URSS, dos EUA, da Grã-Bretanha e da França, em Londres, em 1945. Dentre os réus julgados e condenados estava o braço direito de Adolf Hitler, Hermann Goering. Durante o julgamento a defesa de Goering alegou ofensa ao princípio da legalidade, que era baseada nos postulados do direito penal tradicional. Mas de nada adiantou, pois Goering foi condenado à morte, no entanto, este cometeu suicídio na prisão com uma cápsula de cianeto.
O tribunal de Nuremberg decretou 12 condenações à morte, 3 prisões perpétuas, 2 condenações a 20 anos de prisão, uma a 15 e outra a 10 anos.

Execução das sentenças:

As sentenças de morte foram executadas a 16 de outubro de 1946, por enforcamento, usando-se o chamado método da queda padrão, em vez de queda longa. Posteriormente, o exército dos EUA negou as acusações de que a queda fora curta demais, fazendo com que o condenado morresse lentamente, por estrangulamento, em vez de ter o pescoço quebrado (o que causa paralisia imediata, imobilização e provável inconsciência instantânea).

Avanços...



Medicina:

Um dos casos de morte mais comuns nas guerras são as infecções decorridas dos ferimentos no campo de batalha. Os médicos conseguiam conter os sangramentos e hemorragias mas, após isso, o paciente ficava à mercê da sorte, já que nada se podia fazer em relação às infecções. Esse quadro se inverteu em 1928, quando Alexander Fleming, um médico, saíra de férias e, por acaso, esquecera algumas placas com culturas de microrganismos em seu laboratório no Hospital St Mary em Londres. Quando voltou, reparou que uma das culturas de Staphylococcus tinha sido contaminada por um bolor e, em volta das colônias deste, não havia mais bactérias. Então, Fleming e seu colega, Dr. Pryce, descobriram um fungo do gênero Penicillium e demonstraram que o fungo produzia uma substância responsável pelo efeito antibactericida: a penicilina. Sua utilização só ocorreu em 1943, quando os governos ficaram preocupados com o aumento das baixas decorrentes de infecções e resolveram aplicá-la. A penicilina salvou milhares de vidas de soldados dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Durante muito tempo, o capítulo que a penicilina abriu na história da Medicina parecia prometer o fim das doenças infecciosas de origem bacteriana como causa de mortalidade humana.



Aviação:

A Segunda Guerra foi caracterizada por uma crescente produção de aviões e pelo rápido desenvolvimento dessa tecnologia. No começo da Segunda Guerra Mundial, os aviões de caça tinham velocidade máxima de até 480 km/h e podiam voar até um teto de 9 mil metros de altitude. No final da guerra, caças já voavam a 640 km/h, com muitos tendo tetos de 12 mil metros. Mas o principal avanço foi na área da aviação a jato. Os caças a jato, criados ao longo da guerra, podiam locomover-se ainda mais rapidamente, mas eles não foram usados até próximo ao final da guerra. O primeiro jato funcional foi o alemão Heinkel He 178. Essa tecnologia rapidamente foi adaptada para a aviação civil que permitiu que o transporte intercontinental fosse realizado com mais facilidade e menor tempo. Hoje, temos aviões que podem chegar a velocidades incríveis, nada disso seria possível se a corrida armamentista da Segunda Guerra não tivesse ocorrido.



Computador:                                                                                          Uma das invenções mais importantes da Segunda Guerra foi o computador. Ele era muito diferente das máquinas que temos hoje. Ocupavam salas inteiras e faziam somente cálculos para direcionamento balístico.
Mas enganam-se os que pensam que o primeiro computador foi desenvolvido pelos americanos. Ele foi feito em 1936 por Konrad Zuse (1910–1995), engenheiro alemão, que construiu a partir de relês que executavam os cálculos e dados lidos em fitas perfuradas, o Z1.
Zuse tentou vender o computador para o governo alemão, que desprezou a oferta, já que não poderia auxiliar no esforço de guerra. Os projetos de Zuse ficariam parados durante a guerra, dando a chance aos americanos de desenvolver seus computadores.

A Marinha Americana, em conjunto com a Universidade de Harvard, desenvolveu o computador Harvard Mark I, projetado pelo professor Howard Aiken, com base no calculador analítico de Babbage. O Mark I ocupava aproximadamente 120 m³ e conseguia multiplicar dois números de dez dígitos em três segundos. Simultaneamente e em segredo, o Exército Americano desenvolvia um projeto semelhante, chefiado pelos engenheiros J. Presper Eckert e John Mauchy, cujo resultado foi o primeiro computador a válvulas, o Eletronic Numeric Integrator And Calculator (ENIAC), capaz de fazer quinhentas multiplicações por segundo. Tendo sido projetado para calcular trajetórias balísticas, o ENIAC foi mantido em segredo pelo governo americano até o final da guerra, quando foi anunciado ao mundo.









Energia:


Quando Albert Einstein criou a teoria da relatividade em 1921, ele pensava que sua descoberta serviria para o bem da humanidade. Mas, com a Segunda Guerra, sua teoria foi utilizada para outros fins: criar uma arma de destruição em massa.
Na madrugada do dia 16 de julho de 1945, ocorreu o primeiro teste nuclear da história, realizado no deserto de Alamogordo, Novo México, o chamado Trinity Test. Sua segunda utilização foi na cidade japonesa de Hiroshima e o terceiro, na cidade de Nagasaki. Essas explosões resultaram na morte imediata de  155.000 pessoas e de 110.000 pessoas nas semanas seguintes, em consequência dos efeitos da radioatividade. Além disso, suspeita-se que até hoje mais 400.000 morreram devido as efeitos de longo prazo da radioatividade.






Algo tão destrutivo, no final, acabou se tornando uma das fontes de energia mais utilizadas do mundo por sua alta capacidade de produzir energia.

"Primeiros tempos..."

A Segunda Guerra foi conseqüência de um conjunto de continuidades e questões mal resolvidas pelos tratados de paz estabelecidos após a Primeira Guerra Mundial. Os confrontos foram divididos entre duas grandes coalizões militares: os Aliados, liderados por Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética; e o Eixo, composto pela Itália, Alemanha e Japão. Em conseqüência de suas maiores dimensões, os conflitos foram desenvolvidos na Europa, Norte da África e países do Oceano Pacífico.
No período entre 1918 e 1939, a economia mundial sofreu um grande abalo gerado pela crise de 1929. Na época, a economia dos EUA financiava e fornecia produtos às principias nações européias atingidas pelos conflitos da Primeira Guerra Mundial. Além disso, a miséria de algumas nações, como no caso da Itália e da Alemanha, propiciou a ascensão de grupos políticos nacionalistas de extrema direita. Ao mesmo tempo, as disputas imperialistas ainda dominavam a concorrência da economia mundial.
A Liga das Nações, órgão instituído para manter a paz entre as nações, não conseguiu cumprir o seu papel, e esfacelou mediante a corrida militarista preparada pelas nações inconformadas pela hegemonia política e militar exercida pelos vencedores da Primeira Guerra Mundial. Sem possuir uma única razão, essa guerra foi conseqüência do exacerbado desenvolvimento industrial das nações européias. De certa forma, levando em consideração suas especificidades, a Segunda Guerra parecia uma continuidade dos problemas da Primeira Guerra.